Hahahaha... fuck.
Tem um monte de jogos pra jogar, filmes pra ver, livros pra ler? LEGAL! E vida pra conseguir fazer tudo isso, tem? Esse é o barulho ensurdecedor do backlog passando por cima de você.
Se você nunca usou um Trello da vida existe uma grande chance de você ser uma das pessoas mais sortudas da face da Terra. Se usou sabe que, de fato, a ideia de dividir em colunas o que precisa ser feito, o que tá sendo feito e o que já foi feito, ajuda bastante no trabalho. Mas é, também, uma forma de controle.
Legal pra caramba toda a sua lista de joguinhos, de livros, de filmes, de gibis de músicas que você tem pra jogar, ler, assistir e ouvir! Mas será que você tem tempo pra isso? Será que você precisa inventar tempo pra isso ou será o caso de parar, respirar e ver o que quer, na hora que quer porque quer?
Enquanto o Oda traz esta reflexão recheada de cansaço, o Borbs mostra mais um furo na bolha das IA se arrombando e que a Sony explica, bem desenhadinho com o PS4 e o PS5, a quem interessa um backlog de entretenimento. SPOILER! Não é você. :P
Essa edição é exclusiva para a assinantes!
Ainda não é? Então aproveita: assinando agora, você passa a ter acesso a todo o nosso conteúdo, lendo quando quiser, e ainda permite que a gente faça jornalismo independente e de qualidade de verdade! 🤙
A partir de $8/mês!
Precisamos respirar
por André Mello
Você já passou pela situação em que tirou um tempo pra jogar alguma coisa, abriu a sua biblioteca e bateu um certo desespero ao ver mais títulos do que você teria de vida pra aproveitar? Ou você abriu um streaming querendo assistir algo legal e simplesmente passou uma hora vendo o que tinha lá, fechou e foi mexer no celular? Pois o backlog te pegou de jeito e agora você tá soterrade de coisas pra aproveitar sem saber direito quando vai sequer instalar aquele jogo que tava em promoção.
Há algum tempo, todos nós percebemos como ter tudo relativamente fácil na nossa mão acabou mudando a forma como a gente assiste, joga, escuta, lê ou usa o nosso tempo pra se divertir. Tudo tem tempo certo, as opções são infinitas e no final parece exaustivo.
Não existe mais espaço para algo ser apenas legal ou divertido. Tudo precisa ser a melhor coisa do mundo ou é a pior, e é assim que nós sabemos o que vai de fato ocupar o nosso tempo. E nessa ideia, nós acabamos assistindo menos, curtindo menos e transformamos tudo em algo que precisa ser apenas consumido pelo ato de consumir.






