É o cinema que tá morrendo ou só a noção das pessoas?
O inferno que virou ir ao cinema, o homem que fez de tudo pra comprar a Warner Bros., um filme sobre o que rolou no Irã pra escapar do que tá rolando no Irã, dicas e um resumão de notícias da semana
por André Mello
Você já deve ter passado por essa situação: sai um filme no cinema, um filme que você queria assistir há tempos. Você vai comprar o ingresso, que geralmente é caro. Vê o preço da pipoca, é absurdo. Do refrigerante, vish. Melhor passar numa loja de conveniência antes, comprar um salgadinho, porque ninguém aqui é otário. Pensa que não vai ter problema, hoje em dia é tudo assento marcado. Chega no seu lugar e antes mesmo das luzes se apagarem, percebe que a galera tá tratando a sala de cinema como a da sua casa: conversando alto, celular tocando algum vídeo cretino do TikTok. Só que nem começou o filme ainda, tá de boa.
Apagam as luzes e você é agraciado com uns 15 minutos de propagandas, às vezes algum influencer falando bobeiras. E o povo da sala ainda tá falando alto e mexendo no celular. Começam os trailers. O filme vai começar, agora sim! Umas quatro pessoas ainda estão mexendo no celular. Um grupinho continua conversando. Alguém com síndrome de Casimiro tá comentando as cenas ao vivo. Tem um cidadão tirando foto da tela, que tá mais escura do que deveria. Você não tem ninguém pra reclamar, afinal de contas, a rede multinacional de cinemas trata tudo no esquema “eles pagaram o ingresso”. Você pensa no filme depois e sempre vai lembrar dessa experiência do inferno.
Isso vem acontecendo com cada vez mais frequência e vem afastando cada vez mais as pessoas das salas de cinema. Basta pegar qualquer report de ingressos vendidos em todo o mundo pra notar que o público cada vez mais opta por assistir as coisas em casa. “Mas é claro, o streaming tá matando o cinema”. Sim, mas também não.
Todo mundo tá perdido
Há alguns anos, a facilidade de ter tudo literalmente na palma da mão fez com boa parte do público trocasse uma ida ao cinema por uma assinatura de streaming, com centenas de filmes pra ver na hora que quiser — filmes que são produzidos exatamente pensando em um público que tá sempre com o celular na mão, “assistindo” enquanto tá vendo um vídeo bobo no TikTok, respondendo uma mensagem no WhatsApp ou mandando um foguinho no Instagram.
Isso já não é mais segredo pra ninguém, tanto que gente envolvida em produções comentou que, pra Netflix seguir em frente com o roteiro, ele precisa ficar repetindo a ideia da história várias vezes porque o público tá sempre fazendo outra coisa e se perde.
Existe sim um problema nas salas de cinema quando falamos de preços de ingressos que afastam o público, experiências com projeções ruins, som estourando e tudo mais. Isso existe e não pode ser ignorado. Mas o que parece afastar mais as pessoas do cinema são as próprias pessoas.
Com todo mundo tendo um smartphone na mão , a maneira como a gente faz QUALQUER COISA mudou. Você vai em um show, tem um mar de gente gravando vídeos que raramente serão vistos novamente (já fiz, sou culpado). Todo lugar precisa ter um registro, ou se algo não é instantaneamente excitante, o foco se perde pra um vídeo de um panda se assustando (e SIM, eu adoro vídeo de panda se assustando. Bicho bobo da porra!).
Junte tudo isso e a experiência de sentar a bunda numa cadeira e assistir QUIETO a um filme foi pro absoluto caralho.
Nem tudo está perdido
Frente a esse problema, eu tive algumas experiências que talvez me mostrem que ainda é possível não passar raiva em uma sala de cinema.
A primeira foi assistindo a O Agente Secreto. Sala quase lotada, mas em um cinema relativamente pequeno. Esse é o tipo de filme que geralmente atrai as pessoas que de fato QUEREM ASSISTIR AO FILME e, do primeiro minuto até o último, as reações eram ao filme. Não tinha ninguém tirando foto pra falar que tava no cinema.
A segunda experiência já foi um pouco diferente. Fui nas exibições em comemoração aos 25 anos do lançamento de O Senhor dos Anéis nos cinemas. Uma maratona por dia, mas com salas lotadas. E tirando um ou outro cidadão tirando foto do THE LORD OF THE RINGS no começo, todo mundo assistindo tudo dentro do tom. Foi bonito.
E a terceira aconteceu em uma sessão especial de Akira no Cine Passeio, um dos únicos cinemas de rua de Curitiba. Sessão praticamente lotada, anime foda, esquisito, só doideira. Outra boa experiência, em um cinema relativamente pequeno e com um filme antigo.
Não penso que isso signifique que apenas os cinemas com salas menores consigam “salvar a experiência”, mas me parece mais comum que as pessoas que vão neles parecem querer mais ver o filme do que fazer do lugar uma extensão de sua sala de casa. Esses relançamentos mostram que assistir ao filme na tela grande tem um apelo enorme, já que seria muito mais fácil simplesmente assinar uma HBO Max da vida e assistir a O Senhor dos Anéis lá, podendo pausar porque ficou exausto ou algo do tipo.
Só que ainda existe uma magia em sair de casa, entrar em uma sala escura com um monte de desconhecidos e ter esse momento em comunidade. Sem precisar mostrar pra quem tá fora que você tá lá, deixando o mundo na porta e, durante umas duas horas, viver uma outra vida.
Como resolver? Eu particularmente não sei. Como eu disse, isso vai além do que os próprios donos de cinema podem (ou talvez queiram) fazer e vai pra algo muito mais ligado ao que nós nos tornamos nos últimos anos. Talvez eu esteja apenas ficando velho e acreditando que “no meu tempo era melhor”, mas a necessidade de estar sempre online e fazer todo e qualquer lugar uma extensão da sua própria casa tenha um bom tanto de culpa aí.
Não acho que a experiência do cinema esteja morrendo. Acredito que ela apenas tenha mudado, só não sinto que seja pra algo melhor.
Agora é oficial: VOLTAMOS!
Pronto, aconteceu. Completamos a primeira semana do nosso retorno com a Edição #01 do novo JUDÃO — esta que você está lendo.
Toda sexta, publicaremos conteúdos que mergulham um pooouco mais profundamente na cultura pop. Esses conteúdos serão exclusivos para assinantes pagos mas, excepcionalmente nessa primeira, resolvemos abrir pra todo mundo ter um gostinho do que vem por aí.
Vamo junto nessa? :)
David Ellison, o homem que quis a todo custo (e conseguiu) comprar a Warner Bros.
por Renan Martins Frade
Era meio da tarde de 26 de Fevereiro de 2026. Em uma sala dentro do lote da Paramount Pictures, na Melrose Avenue, em Hollywood, uma garrafa de champanhe — ouso arriscar, da marca Dom Pérignon — estourava. David Ferris Ellison, de 43 anos, havia vencido a disputa pela Warner Bros. Discovery.
Pela primeira vez na história, um só homem está a poucos passos de comandar dois dos cinco maiores estúdios de cinema dos EUA, três grandes estúdios de TV, duas plataformas de streaming globais, a emissora aberta com o jornalismo mais tradicional de seu país e o canal de notícias mais famoso do mundo.
Mas, afinal, quem é essa pessoa que está se tornando, em poucos meses, o mais poderoso magnata da mídia ocidental, capaz de bater de frente com nomes históricos como Rupert Murdoch e William Randolph Hearst?
Como dizem lá em Minas ou no interior de São Paulo, tudo começa com a pergunta: “Cê é fi de quem?”
Herdeiro. Óbvio.
Para entender David, precisamos primeiro conhecer seu pai, Larry Ellison — o quarto homem mais rico do mundo, de acordo com a Forbes, com uma fortuna na casa dos US$ 345 bilhões.
Nascido em Nova York em 1944, Larry foi, ainda bebê, adotado pelos tios, um casal de judeus que tinha uma pequena fortuna conquistada no mercado imobiliário, mas que perdeu tudo na Grande Depressão. Ele se encantou pela computação ainda no final dos anos 1960 e então se mudou para Berkeley, na Califórnia, onde começou a trabalhar em uma indústria que ainda estava nascendo: a da informática.
Nos anos 1970, na Ampex, Ellison se envolveu em um projeto de base de dados para a CIA, chamado Oracle. Em 1977, essa ideia foi a fundação para o lançamento da empresa Software Development Laboratories, ou SDL. Em 1983, a companhia seria rebatizada com o nome de seu principal produto, passando a se chamar Oracle Systems Corporation.
Enquanto as notícias e o imaginário sobre o Vale do Silício sempre foram ocupados por nomes como Apple e Google, a Oracle floresceu no mercado corporativo.
Um dos caminhos trilhados para essa expansão foi o das aquisições. Sempre que uma startup ou companhia se destacava em um setor em que a Oracle já atuava ou queria competir, ela comprava — a aquisição mais conhecida foi a da Sun Microsystems, uma competidora de longa data, em 2010.
A empresa contribuiu para a evolução da tecnologia com seus processadores RISC e o sistema operacional Solaris, além de ser então dona do MySQL. Em crise, a Sun teve conversas sobre uma fusão com Apple, IBM e HP, mas acabou encontrando a saída em um acordo de aquisição pela Oracle, por US$ 5,6 bilhões.
Além das milhares de pessoas demitidas durante o processo de fusão, os Estados Unidos e na Europa, surgiram temores de que o negócio poderia ser ruim para o setor ao combinar dois concorrentes diretos e pelo fato de a Sun ter várias iniciativas na área de software livre. Durante o processo de fusão, milhares de pessoas foram demitidas.
Pouco depois, a Oracle foi processada por apresentar falsas alegações a agências federais dos EUA e por “pagamentos ilegais” durante a aprovação da fusão e precisou desembolar US$ 46 milhões para que as acusações fossem encerradas.
A fortuna pessoal de Larry Ellison cresceu, e ele passou a investir em outros projetos de sucesso no ramo de tecnologia, como Salesforce e NetSuite, o que lhe trouxe ainda mais dinheiro. Em 2012, ele adquiriu 98% de Lānaʻi, a sexta maior ilha do arquipélago do Havaí.
Dançando nos céus
David Ellison, que tinha uma relação distante com o pai até ganhar um AVIÃO ACROBÁTICO aos 13 anos do velho, chegou a se matricular em cursos universitários na Pepperdine University e na University of Southern California, mas desistiu de ambos. Percebeu que sua real vocação era ser ator.
Com dinheiro do pai (AH VÁ), lançou em 2006 o filme Flyboys, uma superprodução sobre aviação que se passa durante a Primeira Guerra Mundial e que custou US$ 60 milhões para ser filmada — o equivalente a US$ 97 milhões nos dias de hoje, o suficiente para rodar Oppenheimer. David era um dos protagonistas, ao lado de James Franco, Martin Henderson e Jean Reno.
O longa-metragem foi um fracasso, rendendo uma bilheteria de apenas US$ 18 milhões. Contudo, para colocar a empreitada de pé, o jovem Ellison criou uma empresa chamada Skydance Productions.
Skydance… acrobacias aéreas…
David atuou em mais alguns filmes, mas desistiu da carreira para se dedicar ao trabalho atrás das câmeras, começando com uma conversa sobre as ideias que tinha sobre a companhia para um dos amigos de seu pai, um tal de Steve Jobs. “Quero que você volte aqui e fale sobre como vocês pretendem fazer filmes e contar histórias melhor do que qualquer outra pessoa, porque foi exatamente isso que fizemos na Pixar”, revelou Ellison ao podcast Sway. “Isso acabou mudando completamente a trajetória da empresa.”
E sim, caso você não saiba, além da Apple, Steve Jobs também ajudou a fundar a Pixar.
Com investimento do pai (AH VÁ), a Skydance cresceu e, em 2009, assinou um acordo de cofinanciamento com a Paramount Pictures, na época já fragilizada pela errática gestão de Sumner Redstone, que havia dividido seu conglomerado de mídia entre Viacom e CBS.
O primeiro filme do novo acordo foi a refilmagem de Bravura Indômita, em 2010 — indicado a dez Oscars, apesar de não ter levado nenhuma estatueta. No ano seguinte veio Missão: Impossível – Protocolo Fantasma, iniciando uma bem-sucedida relação com Tom Cruise.
Nessa mesma época, a irmã mais nova de David, Megan Ellison, fundou a Annapurna Pictures, que rapidamente se consolidou no universo dos filmes e dos jogos independentes.
Eu quero…
Com os problemas de saúde e, depois, a morte de Sumner Redstone, o conglomerado foi assumido por sua filha, Shari Redstone. A herdeira trabalhou em prol de uma nova união entre Viacom e CBS, resultando na criação da ViacomCBS, empresa que depois assumiria o nome de Paramount Global.
Apesar da nova fusão em busca de escala para competir no streaming, a iniciativa não alcançou os resultados esperados e se afundou em dívidas. Em 2023, Shari colocou o negócio à venda — e, após um longo processo, tudo foi comprado pela Skydance.
Para driblar outros acionistas da Paramount, que eram contra a forma como a transação estava estruturada, a família Redstone vendeu para David Ellison a holding National Amusements, que também era proprietária de redes exibidoras de cinema, incluindo a UCI aqui no Brasil.
A aquisição, estimada em US$ 28 bilhões, foi concluída no ano passado. Desde então, cerca de 10% dos funcionários da nova entidade — a Paramount Skydance — perderam seus empregos. São cerca de 3 mil pessoas apenas nos Estados Unidos. Analistas de Wall Street preveem que esse seja apenas o começo. Para que o conglomerado volte a ser rentável, podem ser necessários cortes de até US$ 6 bilhões. Os mais pessimistas falam em algo na casa dos US$ 16 bilhões.
…eu compro!
Antes mesmo de a aquisição da Paramount Global ser finalizada, David Ellison partiu em busca de outro estúdio tradicional de Hollywood: a Warner Bros., que desde 2022 estava unida à Discovery.
Em Setembro de 2025, a primeira oferta de David Ellison iniciou uma espécie de leilão público pela Warner Bros. Discovery, que também atraiu interessados como Comcast (proprietária da NBCUniversal) e Netflix. Foi esta última que saiu vencedora do processo, em um acordo anunciado em Dezembro.
Contudo, David Ellison a Paramount Skydance não desistiu e iniciou uma campanha junto aos criativos e à imprensa defendendo sua oferta. David Ellison emergiu como um defensor do cinema tradicional, angariando até a defesa de James Cameron. Enquanto isso, a Netflix viu seu valor de mercado despencar por conta das desconfianças de seus acionistas e chegou a alegar que os concorrentes estavam promovendo uma campanha de desinformação.
O fim todos sabemos: a WBD reabriu as negociações com a Paramount, que aumentou a oferta, em um negócio que agora tem valor estimado de US$ 110,9 bilhões (cerca de 28 LucasFilms), sendo US$ 40 bilhões garantidos pela fortuna pessoal do próprio Larry Ellison. A Netflix preferiu não cobrir a proposta e desistiu da aquisição.
Ligações perigosas
Durante sua trajetória, Larry Ellison se aproximou do então milionário do ramo imobiliário Donald Trump. Desde 2016, ano em que Trump se elegeu pela primeira vez, o bilionário é um ativo apoiador financeiro do Partido Republicano.
Ellison também é próximo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu — para quem já ofereceu um assento no conselho da Oracle. Adda Quinn, a primeira esposa do executivo, o descreveu como um “ardente sionista”, segundo a New York Magazine.
David mantém proximidade com as mesmas figuras políticas (AH VÁ).
Esses caminhos se cruzaram justamente durante a aquisição da Paramount pela Skydance. O programa 60 Minutes, da CBS, foi processado por Trump ainda na gestão anterior por conta da edição da entrevista concedida pela então vice-presidente e candidata à presidência Kamala Harris. Em Julho, já durante o processo de aprovação da venda pelos órgãos federais, o canal concordou em pagar US$ 16 milhões ao político para encerrar o caso.
No programa The Late Show, também na CBS, Stephen Colbert chamou a decisão de “propina gorda”. Dias depois, a emissora decidiu não renovar o contrato do apresentador, que será encerrado agora em 2026. Nas redes sociais, o presidente norte-americano afirmou que “amou que o Colbert foi demitido”.
Em Outubro, a Paramount Skydance adquiriu o site independente The Free Press e apontou sua criadora, a conservadora Bari Weiss, como editora-chefe da CBS News. Desde então, surgem informações de bastidores sobre desentendimentos da jornalista com a equipe da divisão de notícias da CBS. Mais recentemente, em Fevereiro, Trump defendeu que era “imperativo que a CNN seja vendida”. O canal, que é parte da WBD, é uma das vozes críticas ao presidente. “Tem algumas boas companhias dando lances”, ressaltou.
Outro ponto polêmico é que a compra da Warner está sendo, em parte, financiada por fundos Arábia Saudita, Qatar e Abu Dhabi. De acordo com a Variety, o investimento é de US$ 24 bilhões. “Você gastaria todo esse dinheiro apenas para ser um sócio silencioso? Eu duvido”, disse o consultor de mídia Mazen Hayek à revista.
Tanto Abu Dhabi quanto a Arábia Saudita são monarquias absolutistas. De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras, a liberdade de imprensa local é definida como “sério risco”. Por isso, há um temor crescente entre os funcionários. David, em entrevista à CNBC nesta quinta (5), afirmou que o canal de notícias manterá sua autonomia jornalística na nova gestão.
“Olha, eu digo isso desde o começo: a independência editorial será absolutamente mantida. Ela é mantida na CBS e será mantida na CNN”, destacou o executivo. “E, na verdade, com quem queremos falar é com os 70% dos americanos e também pessoas ao redor do mundo que se identificam como de centro-esquerda ou de centro-direita. Queremos estar no negócio da verdade. Queremos estar no negócio da confiança. E isso não vai mudar.”
E pensar que tudo isso começou com um presente de aniversário para um garoto de 13 anos.
Escapando do que tá rolando no Irã com um filme sobre o que rolou no Irã
por Thiago Borbolla
Longe de mim querer me meter em assuntos de política internacional -- eu só queria mesmo paz e que o mundo esquecesse que os Estragos Fudidos existissem, de um jeito ou de outro -- mas… cês já assistiram a Argo?
Lançado em 2012, Argo foi produzido, dirigido e estrelado por Ben Affleck, venceu o Oscar (e mais uma porrada de prêmios) de Melhor Filme e conta a história de como inventaram um filme fake pra libertar 6 reféns estadunidenses da embaixada canadense em Teerã, durante a crise dos reféns que rolou no fim dos anos 70 e início dos anos 90 no Irã.
De acordo com a Wikipedia, em apoio a Revolução Iraniana, estudantes e militantes islâmicos invadiram e tomaram a embaixada dos EUA na capital iraniana e mantiveram 52 reféns por 444 dias. Essa crise é considerada crucial na história das relações entre os dois países que, desde esse último fim de semana... enfim.
Argo não trata exatamente da crise, mas sim desse momento bem específico da história. É realmente interessante, bom, bem dirigido e atuado, e definitivamente mereceu tudo o que ganhou. Se quiser fugir um pouco das notícias nesse fim de semana mas não muito, é um ótimo entretenimento. Tem na HBO Max.
Só pra constar…
🦵 O Agente Secreto chega ao Netflix nesse sábado, 07 de Março. “Depois de quatro meses em cartaz nos cinemas brasileiros, a chegada do filme à Netflix é uma oportunidade de nossa história ser descoberta por muita gente e revista por tantas outras pessoas que se sentiram sensibilizadas”, disse o diretor Kleber Mendonça Filho. Então, além de um filme sobre o que rolou no Irã pra escapar do que tá rolando no Irã, você agora tem um filme sobre o rolou no Brasil pra escapar do que o tempo todo tão tentando fazer com que role no Brasil nesse fim de semana. YAY! :D @borbs
🧟♂️ Bruce Campbell, um dos caras mais legais que já pisaram o pé em Hollywood, anunciou essa semana uma pausa na carreira para tratar um câncer. Segundo ele, é algo que pode ser tratado, mas não completamente curado, e por isso vai focar na saúde e deixar de lado suas participações em convenções e outros eventos até segunda ordem. Torcendo pra que dê tudo certo. Que doença desgraçada, cara. @odametal
👩⚕️ Se alguém tiver acompanhando a temporada de premiações desde o início do ano passado e não conseguir entender porque a Katherine LaNasa tá levando tudo por The Pitt, assista ao sétimo e ao oitavo episódio da segunda temporada da série, na HBO Max. A atuação dela nesses dois capítulos não só justificam os prêmios como todos os motivos que existem pra assistir à série. Que mulher. @borbs
🛡️ Highguard, lançado no último 26 de Janeiro, vai encerrar as atividade. Sim, pouco mais de um mês depois, vestirá a camiseta de Saudades Eternas no próximo dia 12 de Março. O game foi a última revelação do The Game Awards no ano passado, parecendo um pouco genérico demais pra algo que se espera toda uma premiação pra anunciar. Isso fez com que toda uma horda se voltasse contra o negócio, que após meses de silêncio, teve um lançamento até ok e viu o número de jogadores cair loucamente em seguida… e agora morreu. A indústria de games tá muito lascada, cara. @odametal
❇️ Saiu no último dia 4 o teaser trailer de Lanternas, a série dos Lanternas Verdes, que estreia em Agosto. Fiquei um pouco calejado com as séries da DC do Arrowverse na CW, porque todas elas começavam muito promissoras, com vibes FUCK YEAH QUADRINHOS e logo depois descambavam para draminha adolescente, com exceção de The Legends of Tomorrow, que parou de se levar a sério no caminho e foi uma pataquada magnífica até o final. Na série, Kyle Chandler interpreta Hal Jordan e Aaron Pierre vive Jon Stewart, num contexto em que Jordan está treinando Stewart para ser o novo Lanterna da Terra. Destaque para a dublagem dos protagonistas com as vozes da animação Liga da Justiça Sem Limites. @leonardo_oficial
🖼️ Maisy Stella e Tatum Grace Hopkins vão estrelar a adaptação de Life is Strange, jogo lançado em 2015, que vai virar série da Amazon Prime. Uma das grandes sacadas do game é colocar o rumo da história na mão do jogador, então fico curioso pra saber como vão lidar com isso na série. E tem a trilha sonora indie, que era espetacular! Veremos. @odametal
🙄 “O que nós estamos tentando fazer é trazer a gargalhada de volta. Isso é sobre resgatar a comédia como ela costumava ser. Eu penso que a única maneira de fazer isso é cancelar a cultura do cancelamento”, disse Marlon Wayans (pergunte ao Oda sobre ele) para a Entertainment Weekly sobre o VINDOURO Todo Mundo em Pânico 6. Não tem como dar errado. @borbs
🎮 Se eu tiver trazendo uma grande novidade da semana, mês ou ano passado cês me desculpem, mas só descobri ontem e achei mágico: spawnd.gg, uma plataforma em que você pode jogar demos de jogos indie, totalmente grátis, pelo browser — e dá até pra conectar o controle pra fazer isso. De novo, absolutamente MÁGICO. @borbs










