TOP8! Joguinhos para se entreter no Switch 2 sem precisar vender um lote para comprar os MEDALHÕES da Nintendo
E MAIS: uma Invasão Cósmica no universo Marvel, o novo álbum do Gorillaz e D. Sebastiana. Ô D. Sebastiana... :)
por Leonardo Alcalde
Não tive o Nintendo Switch. Mas, no final de 2025, permiti que o universo me amaldiçoasse com o Nintendo Switch 2. Não precisei de muito tempo para observar que se trata de uma verdadeira pedra de crack do entretenimento gamístico. É tudo muito fácil e rápido: você aperta o botão home e tá lá o sisteminha instantaneamente aberto na tua TV ou, o mais surpreendente, na sua mão. Você vai cagar, pode levar o Switch. Vai dormir, pode levar pra jogar um pouco antes de pegar no sono. O pulso tá incomodando, você pode destacar os controles e continuar jogando com o braço apoiado. Se você não tomar cuidado o negócio vai consumir a sua alma, e nem precisa ser com os jogos AAA do console, pois isso consumiria não apenas sua alma, mas sua conta bancária e talvez até os bens da sua família.
Antes de adquirir o bichinho eu já estava com o coração preparado para abrir a Nintendo eShop e parir um potro a cada preço dos lançamentos. Mas, de alguma forma, eu fui novamente surpreendido ao ver que alguns dos títulos mais recentes das franquias exclusivas da Big N estão na casa dos QUINHENTOS CONTO. Tomar no cu! Não dá para depositar apenas neles as suas esperanças de entretenimento se você não é agiota, integrante da alta cúpula de alguma facção ou usuário de Ryuj—DIGO, alguém com uma boa margem no orçamento pra gastar com supérfluos.
Então a ideia deste texto é sugerir como fazer para se divertir com o console sem precisar depender do quarteto Mario-Zelda-Pokémon-DK, e separei alguns dos joguinhos que eu experimentei aqui entre as incursões no Mario Kart World que veio com a bagaça e algumas muitas visitas aos apps dos emuladores. Já vai ser o suficiente para você preencher o vazio da sua existência por um tempo enquanto caminha lentamente em direção ao doce abraço d’amôrtch.
Alguns itens da lista estão muito longe de ser uma novidade, outros não são exclusivos da plataforma, mas você não vai precisar vender seu Corolla XEi 2007 para jogar videogame.
Rayman Legends
Com um pouco mais de 12 anos de atraso tive contato com essa MARAVILHA dos joguinhos de plataforma entre as demos que baixei (e depois comprei a completa). Rayman Legends tem uma arte lindíssima, movimentação fluida, personagens carismáticos e aquela coisa toda. Mas o que fez meu coração abrir e meus olhinhos ganharem brilho a cada salto foi a fase Castle Rock, onde as coisas acontecem ao ritmo da música Black Betty. Quem chegar no final da fase e não pensar “o mundo precisa de um game INTEIRO nessa pegada” tá errado. Quem nunca viu, apenas observe. OH BLACK BETTY! BEU BEREU!
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales
Esse joguete ainda sequer foi lançado (chega dia 18/06), mas já tem demo. The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, da Square Enix, é um RPG ao estilo dos antigos Zeldas, mas com com um visual meio Ragnarok Online (!?). Não é exatamente uma estética nova, mas não deixa de resultar num game belíssimo. Você encarna o aventureiro Elliot, que sai por esse mundão acompanhado de sua fadinha companheira Faie enfrentando monstrinhos e se embrenhando em dungeons. Mas ao contrário da fadinha de Ocarina of Time, que só ficava enchendo o saco, Faie tem suas próprias habilidades mágicas que vão ser necessárias para resolver puzzles ao logo da jornada, como trocar de lugar com Elliot no mapa e etc. Outro que baixei só porque estava de graça e me vi grudado no sofá.
Shinobi: Art of Vengeance
Agora falando sobre um game mais recente, vale olhar Shinobi: Art of Vengeance, lançado em Agosto do ano passado. Baixei a demo sem grandes expectativas, só pela nostalgia trazida pelo joguinho para Mega Drive e me obriguei a aproveitar a promo da versão completa, pois o jogo é fantástico! O visual é de cair o queixo, tem um nível bacana de desafio, os bosses são doideira, mas o que mais me surpreendeu foi a mecânica das batalhas. É muito mais do que pulo/porradinha/arminha de arremesso. O personagem vai desenvolvendo toda uma árvore de habilidades, golpes especiais, combos, finishers. Você pode praticamente estabelecer seu próprio estilo de luta. É quase como jogar um Arkham City com estrutura de Sonic (e até podendo lutar contra o Dr. Robotnik se você pegar o DLC!), chega a ser engraçado.
Ni No Kuni 2
Um RPGzinho de mundo aberto feito na mesma fôrma que alguns Final Fantasy, Ni No Kuni 2, desenvolvido pela Bandai Namco e lançado em 2018. Tem uma mecânica meio travadinha e uma estética muito similar a Detective Pikachu. Conta a história de um político genérico que sofre um acidente e por RAZÕES acorda rejuvenescido num mundo mágico habitado por criaturas fantásticas e organizado em diversos reinos. Logo de cara ele se vê no meio de um golpe de Estado numa dessas terras, e resgata o jovem príncipe Evan para guiá-lo numa jornada de amadurecimento e redenção. Juntos vão formar sua própria equipe, estabelecer um novo reino e reunir exércitos aliados para tentar pacificar a porra toda. No geral tem um nível de fácil a moderado de desafio, mas defequei alguns tijolos de raiva na batalha contra o monstrengo mecânico de Broadleaf. Depois de ir até o Reddit ler sobre umas manhas pra encarar o filho duma égua, um comentário de uma pessoa desta internet sobre as plataformas que aparecem e desaparecem ao final desta luta me chamou a atenção: “Eu queria ver os desenvolvedores passarem pela parte das plataformas. A cada vez que eles caírem, eu daria um soco na cara“. O sentimento foi mais ou menos esse, mas de resto é uma história maneirinha. Porém odiei bastante tudo relacionado às batalhinhas com exércitos, o amaldiçoado skirmish.
Street Fighter: 30th Anniversary Collection
Lançada em 2018, essa coletânea com 13 joguinhos da trajetória da franquia definitivamente vai consumir magníficas horas de existência dos fãs dos jogos de lutinha. Eu até tinha baixado uma ou duas versões de SF naquelas paradinhas de Arcade, joguei no emulador de Mega Drive, mas essa aqui é a experiência retrô definitiva. Na infância, como quase todo moleque da minha época, eu me escangalhei de jogar diversas variantes de Street Fighter II, mas da versão Alpha pra frente eu já tinha um N64 e meio que larguei a mão. Aí já marmanjo eu peguei do IV em diante, então teve muita novidade para mim nos games lançados nesse intervalo. Me AFEIÇOEI a alguns personagens além dos clássicos, como um menino que descobre que a Chikorita é (quase) tão maneira quanto o Bulbassauro, mas o que mais me impressionou foi a qualidade absurda da animação dos personagens de Street Fighter III: 3rd Strike. Um bagulho belíssimo, fluído, cheio de detalhes. Uma obra de arte.
F-Zero 99
Eu fui um jovem do time Master System/Mega Drive, e nos anos 90 só joguei coisas da Nintendo na casa dos amigotes. Então nunca liguei muito para F-Zero porque o tempo compartilhado em frente à TV de tubo da casa alheia era limitado, e Rock n’ Roll Racing sempre acabava sendo a escolha. Mas agora quando estava fuçando na lojinha vi ali F-Zero 99 na lista de jogos grátis e pensei “por quê não, né gente?”. Bicho, a LOUCURA que é correr contra quase cem pestinhas em multiplayer foi uma parada que me entreteve por horas ali no recesso de 2025. Um vuco-vuco, um acotovelamento breve and intenso, todo mundo se empurrando para as nocivas beiradinhas da pista, a frustração furiosa quando você explode a poucos metros do breguenait de recuperação de energia. Odiei, cinco estrelas.
Arise: A Simple Story
Lançado em 2019 e com versões para PS4, XBOX e Windows, em Arise: A Simple Story você é um senhorzinho nórdico em seu pós-vida. Durante sua jornada através dos mais diversos cenários ele vai resgatando memórias de momentos da infância, o primeiro amor e tudo mais. A mecânica é interessante: você adianta ou retrocede o espaço-tempo por uns instantes para poder interagir com o cenário (e seres que nele circulam) para avançar pelos obstáculos. Daqueles joguinhos de te fazer cortar umas cebolas com as pálpebras.
Is this seat taken & Unpacking
Deixei esses dois para o final AND juntinhos porque eles são similares em dois aspectos: São joguinhos menores, mais repetitivos e casuais, tanto que ambos tem até versões para Android; e são games em que você só clica em coisinhas e coloca em seus devidos lugares. Is This Seat Taken requer um pouco mais de raciocínio lógico para você acomodar cada um dos bonecotes em seus lugares sem ninguém ficar descontente. Impossível ao longo do caminho você não ficar pistola com algum merdinha mimado que quer ao mesmo tempo sentar na janela do ônibus, não ter ninguém ao lado, ninguém ouvindo música nem usando perfume em seus arredores. Pega um Uber então, Ô MALDITO! Já em Unpacking, como o título já denuncia, você se muda para uma residência nova e precisa tirar trocentos objetos das caixas e guardar nos lugares corretos e nos ambientes adequados. Zero pensamentos, cérebro lisinho, apenas diversão.


🤙 Dica do Editor!
Além dos textos do Mó e da Nintendo eShop, você pode acompanhar a variação de preços dos jogos de Switch e Switch 2 em todo o mundo no eShop-Prices.com. Lá você pode procurar o jogo que quer, fazer wishlist ou só ver o que tem de mais barato no momento. Se quiser, também pode fazer uma “viagem” pra outros países e comprá-los lá, já que os preços apresentados são sempre na moeda que você preferir. Pra que gastar $439,90 no Pokémon Pokopia aqui no Brasil se você pode gastar apenas $299,20 no Japão?
Mas, se você não tem toda essa grana pra investir no entretenimento, aproveite pra assinar o JUDÃO! A partir de $8 você garante acesso a todo o nosso conteúdo, do presente, futuro e passado, além de apoiar a produção de conteúdo independente. Talvez não seja tão legal quando viver no seu mundinho Pokémon fazendo coisinhas Pokémon com Pokémons sendo apenas pokemonzinhos, mas dá pra dar umas risadas, vai. ;D
O que mais vimos, ouvimos e jogamos por aí
👾 Marvel Cosmic Invasion Jogo maroto do gênero beat ‘em up com vários bonequinhos da Marvel dando soco em inimigos em sua maioria genéricos, de vez em quando saindo na mão com algum vilão conhecido. Parece uma descrição horrível (e é), mas o jogo é bastante divertido, indo um pouco além do esperado, aplicando um esquema em que você controla uma dupla de personagens em vez de apenas um, podendo criar uma estratégia legal nos combates. A história poderia ser um pouco melhor, já que é tipo um arco como qualquer outro, mas o climão e a jogabilidade valem a pena. Pra jogar com os amigos, é delicinha! @odametal
🦍 The Mountain Eu nem tinha me ligado que Orange County era uma música do Gorillaz quando a ouvi pelas primeiras vezes na rádio. Só ficava assobiando "fuifufu" e seguia o jogo, trabalhando ou fazendo qualquer coisa... até que eu resolvi ouvir o novo álbum do Gorillaz, The Mountain. Não só liguei o nome à pessoa como ainda prestei atenção no que tava sendo dito. Surgido depois que um dos integrantes passou um tempo na Índia acompanhando sua esposa e a mãe dela, que sofreu um AVC e acabou morrendo depois de um retiro (vale a pena assistir a essa entrevista), são muitas e muitas camadas que permeiam as 15 faixas e a pouco mais de hora que dura uma audição. A gente pode só curtir uma música tranquila e animada ao mesmo tempo; podemos entrar num rolê espiritual com tudo de indiano e hindu que está ali. Só uma coisa está acima de todas as outras: o luto. É um álbum sobre esse vazio, sobre esse tanto de coisa que tá dentro do nosso coração e a gente não sabe onde colocar. Vale demais ouvir e depois prestar atenção. E depois os dois. @borbs
🚬 Dona Sebastiana Confesso que até assistir a O Agente Secreto, nesse último fim de semana, tinha questões com o HYPE em torno de Tânia Maria. Claro, a doninha é carismática pra caralho, mas nunca me pareceu exatamente uma atriz. Não que isso fosse um problema, mas eu sinceramente tinha dificuldade de vê-la interpretando um papel. Mas aí eu vi. Que mulher incrível, que personagem maravilhoso, que interpretação foda. É verdade que Kleber Mendonça Filho tem uma capacidade ÍMPAR de tirar de pessoas “normais” ótimas interpretações (sem precisar quase matar ninguém, como fazem outros diretores brasileiros), mas nossa. O que a Tânia Maria faz ali me pegou muito de surpresa. Esse elenco merecia demais o Oscar. @borbs








