Normal. Tudo normal.
Apenas mais uma semana como qualquer outra no universo da estupidez humana
Quem tá lendo esse novo JUDÃO há algum tempo já deve ter se acostumado com uma introduçãozinha de leve que busca conectar os textos de cada edição e entregar pro mundo.
Hoje, porém, vamos trazer aquela ideia que é meio bosta muitas vezes, mas aqui é real: o texto de hoje não precisa de introdução.
Na noite anterior a divulgação dos áudios, o Morph mandou o seguinte no nosso grupo: “o advento do cérebro de bunda mamando detergente meu deu vontade de escrever sobre estupidez coletiva”. Em coisa de 2h ou 3h o texto já tava pronto, o que significa que não tem nada sobre a história do filme do Papai… mas serve. Tá tudo conectado, afinal de contas, nesse esgoto maldito.
Então, sem nenhuma introdução…
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Detergente Ypê e o retorno d’Os Lazarento
por Leonardo Alcalde
A essa altura todos vocês já sabem de cada detalhe da treta porque ninguém aqui mora em uma caverna, mas pra resumir: havia problemas na linha de produção de uma das fábricas da empresa dos produtos Ypê em Amparo / SP desde 2025, que potencialmente afetaram diversos produtos de determinados lotes, contaminando-os com a bactéria Pseudomonas aeruginosa. Houve denúncia (da Unilever, aliás), a ANVISA analisou e barrou a venda, pedindo para que os produtos fossem guardados ou recolhidos até o final das investigações. Os três neurônios funcionais da cabeça da ralé já fizeram a ligação: se ANVISA = PT e Ypê = Liberdade (porque os donos da marca fizeram doações para a campanha do Saco de Bosta em 22), o PT quer roubar nossa liberdade, vamos enfiar 5 detergentes na bunda e imitar um peru em sinal de protesto!
A repercussão que isso trouxe acordou em mim uma série de ódios que estavam adormecidos desde a época da pandemia. E se eu já produzi um rant enorme sobre obras da cultura pop que aparecem repetidamente num ciclo insistente de remakes e sequências, imagina só o gostinho de vômito de bucéfalo que me veio na boca quando eu notei que o pior filme que eu já vi na vida já tava ganhando uma sequência. Menos nociva, proporcionalmente alarmante e igualmente estúpida.
Os Lazarento voltaram
Na verdade não é bem um retorno, já que eles nunca foram embora de fato. Eles estavam ali no submundo do zap quietinhos pero no mucho, tirando a cabeça pra fora da toca vez ou outra pra balbuciar alguma idiotice meio ininteligível como “kkkk agora come abróba” ou fazer papel de otários em público sem o menor pudor pulando num pé só na frente de alguma loja de chinelas (sem conseguir chamar a atenção sequer da mocinha que trabalha lá). Algumas vezes até torciam o joelho fazendo isso, o que tornava tudo ainda mais genial.




