JUDÃO

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Normal. Tudo normal.

Apenas mais uma semana como qualquer outra no universo da estupidez humana

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Leonardo Alcalde
mai 15, 2026
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Quem tá lendo esse novo JUDÃO há algum tempo já deve ter se acostumado com uma introduçãozinha de leve que busca conectar os textos de cada edição e entregar pro mundo.

Hoje, porém, vamos trazer aquela ideia que é meio bosta muitas vezes, mas aqui é real: o texto de hoje não precisa de introdução.

Na noite anterior a divulgação dos áudios, o Morph mandou o seguinte no nosso grupo: “o advento do cérebro de bunda mamando detergente meu deu vontade de escrever sobre estupidez coletiva”. Em coisa de 2h ou 3h o texto já tava pronto, o que significa que não tem nada sobre a história do filme do Papai… mas serve. Tá tudo conectado, afinal de contas, nesse esgoto maldito.

Então, sem nenhuma introdução…

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Detergente Ypê e o retorno d’Os Lazarento

por Leonardo Alcalde

A essa altura todos vocês já sabem de cada detalhe da treta porque ninguém aqui mora em uma caverna, mas pra resumir: havia problemas na linha de produção de uma das fábricas da empresa dos produtos Ypê em Amparo / SP desde 2025, que potencialmente afetaram diversos produtos de determinados lotes, contaminando-os com a bactéria Pseudomonas aeruginosa. Houve denúncia (da Unilever, aliás), a ANVISA analisou e barrou a venda, pedindo para que os produtos fossem guardados ou recolhidos até o final das investigações. Os três neurônios funcionais da cabeça da ralé já fizeram a ligação: se ANVISA = PT e Ypê = Liberdade (porque os donos da marca fizeram doações para a campanha do Saco de Bosta em 22), o PT quer roubar nossa liberdade, vamos enfiar 5 detergentes na bunda e imitar um peru em sinal de protesto!

A repercussão que isso trouxe acordou em mim uma série de ódios que estavam adormecidos desde a época da pandemia. E se eu já produzi um rant enorme sobre obras da cultura pop que aparecem repetidamente num ciclo insistente de remakes e sequências, imagina só o gostinho de vômito de bucéfalo que me veio na boca quando eu notei que o pior filme que eu já vi na vida já tava ganhando uma sequência. Menos nociva, proporcionalmente alarmante e igualmente estúpida.

Os Lazarento voltaram

Na verdade não é bem um retorno, já que eles nunca foram embora de fato. Eles estavam ali no submundo do zap quietinhos pero no mucho, tirando a cabeça pra fora da toca vez ou outra pra balbuciar alguma idiotice meio ininteligível como “kkkk agora come abróba” ou fazer papel de otários em público sem o menor pudor pulando num pé só na frente de alguma loja de chinelas (sem conseguir chamar a atenção sequer da mocinha que trabalha lá). Algumas vezes até torciam o joelho fazendo isso, o que tornava tudo ainda mais genial.

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