"Eu gostei mais de Supergirl que de Superman"
Não que seja melhor que Superman, mas o Oda percebeu que um caminho mais conhecido para falar sobre perda, luto e propósito o fez gostar mais de Supergirl
Saindo da sessão de Superman, em 2025, eu lembro de estar muito empolgado com os personagens e com a ideia do filme, mas tinha alguma coisa que não tava batendo como deveria. O tempo passou e eu continuei com a mesma impressão, mas ainda sem entender direito o que é que faltava pra mim ali pra achar tudo “redondinho”.
Já em 2026, saindo da sessão de Supergirl, eu acho que finalmente entendi o que tava faltando pra eu abraçar de vez o filme do seu primo e acabar gostando mais desse novo.
Sim, eu gostei mais de Supergirl do que Superman.
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Sem rumo na vida
Kara Zor-El, uma das últimas kryptonianas vivas e prima do Kal-El, o Clark Kent, vive sua vida tentando sentir alguma coisa, qualquer coisa. Mesmo depois de conhecer o primo herói e até tentar um pouco essa vida, ela viaja pelo espaço em busca do próximo bar ou da próxima festa sob um sol vermelho, que a deixam vulnerável em todos os sentidos, principalmente o que a permite ficar bêbada.
Quando vê seu único elo emocional com o passado ser ameaçado, porém, ela entra em uma jornada que muda a sua vida. Bonito, né? Pois Supergirl segue uma fórmula bem fechadinha, do tipo que você meio que consegue antecipar o que vai acontecer sem muita dificuldade. Milly Alcock realmente vai muito bem no papel e faz o filme funcionar e mostra como a Kara é diferente do Clark.
Ela não tem rumo na vida, nem um lugar pra chamar de seu porque o que tinha simplesmente deixou de existir. Ela não teve uma criação como a do primo e, ao contrário dele, viu todos a quem amava, o seu mundo (ou o que restou dele) simplesmente desaparecer. Em dado momento, Kara diz abertamente preferir morrer a ser algo grandioso em outro lugar. E isso tudo acaba sendo um problema pro filme, mesmo fazendo sentido com a ideia de ela renegar o destino até perceber que ele já faz parte do que ela já é. Mas, talvez por ser algo meio sombrio pra um filme de gibi colorido, Supergirl acaba não explorando isso mais a fundo.
Comparações são inevitáveis
Peter Safran e James Gunn, chefes do DC Studios, afirmaram durante a divulgação do filme, me deixando pensativo sobre o que exatamente seria mostrado em Supergirl, que “não é mundo DC. É universo DC!”. Isso significava que as histórias do atual DCU não seriam exclusivas ao planeta Terra, algo que devo dizer, é uma ótima idéia e começar isso agora, adaptando o quadrinho Supergirl: A Mulher do Amanhã combinaria bem com o plano.
Só que é inevitável assistir ao filme e até a forma como os planetas são apresentados e não pensar que “isso aí parece meio Guardiões da Galáxia demais”. Alie isso a uma trilha sonora agitada e cheia de músicas licenciadas e essa comparação fica ainda mais evidente, especialmente com James Gunn sendo produtor da coisa toda.
Isso é ruim? Não achei, mas também tira um pouco do frescor que a história da Kara merecia. Os lugares poderiam ser apresentados de maneira diferente, talvez até mesmo pisando forte no acelerador e deixando tudo mais estilizado e próximo dos gibis de Bilquis Evely.
A ideia não se perdeu, mas poderia ter sido melhor desenvolvida nesse quesito. Pelo menos ampliou mais o que pode ser feito e mostrado em outras histórias, como a dos Lanternas Verdes, que chega logo mais ao HBO Max.
Encontrando o seu propósito
Quando saí do cinema, mandei pro Borbs um “Supergirl é melhor que Superman” pois estava realmente EMPOLGADO. Respirando fundo e dando uma acalmada, eu mudo um pouco essa frase pra “Eu gostei mais de Supergirl que de Superman”.
Superman ainda me parece um filme melhor e mais importante, talvez por ser o primeiro longa de um novo universo e servir de maneira excelente pra apresentar aqueles personagens e o que o personagem representa. Ali eu acho ele MUITO legal. Me deu vontade de ver mais daquilo tudo.
Supergirl, provavelmente por ser algo mais “comum”, me agradou como história com começo, meio e fim, mas é isso. Eu não fiquei pensando em como ou o que Kara Zor-El poderia fazer X, Y ou Z no futuro. Acredito que ela possa ser importante em próximos filmes do DCU, eu gostei da Milly Alcock no papel mas, com a cabeça fria, é um filme ok, que me agradou mais que o do primo que é “melhor” e tudo bem. No fim do dia, todo mundo saiu ganhando.
O que mais nos deixou revoltados por aí…
🐺 Jason Momoa como Lobo é uma escalação perfeita. Fico totalmente desgraçado da cabeça ao lembrar que, quando Zack Snyder o chamou para o tal do Snyderverse, o cara tava crente que seria pra esse papel, mas o visionário chegou e “AQUAMAN!”. Aí é foda mesmo.
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