Sobre o JUDÃO
Cinco anos e meio de Limbo depois, Thiago Borbolla, André Mello e Leonardo Alcalde, popularmente conhecidos como Borbs, Oda e Morph, se reuniram para uma nova fase e um novo formato deste que, por 20 anos, foi um dos principais e mais influentes veículos sobre cultura pop do Brasil.
Apesar de todos os pedidos e declarções durante esse tempo, foi apenas em 2026 que percebemos que fazia bastante sentido sim retornar ao que nos fez feliz e ao que fazemos tão bem. Assim sendo, desde Fevereiro de 2026, o JUDÃO está de volta em forma de newsletter, com conteúdos inéditos e exclusivos entregues diretamente na sua caixa de entrada (disponíveis também em newsletter.judao.com.br e no aplicativo do Substack).
O JUDAO.com.br está morto. Vida longa ao JUDÃO. ;)
Como vai funcionar?
A vontade de se juntar e escrever sobre cultura pop, o universo e tudo mais, já existe desde 2024. A primeira faísca veio com uma crítica de Deadpool & Wolverine publicada desprentensiosamente no PuroPop, o site editado pelo Oda. Em Agosto de 2025, surgiu o endcredits., uma plataforma que misturava o bom e velho acesso pelos browsers a sites e newsletters com um idealismo de independência que, percebemos em poucos meses, não é exatamente sustentável.
É principalmente por isso que resolvemos engolir o sapo do Substack para publicarmos e hospedarmos nossos conteúdos nessa nova fase. Apesar de tudo o que pode ser encontrado por aqui, também encontramos uma comunidade grande, acostumada e mais aberta a esse formato que estamos propondo. Além do que, como diz Marie Declercq, “aqui segue sendo uma rede social de propriedade de uma empresa privada interessada no próprio lucro. Assim como todas. Tem nazista, tem maluco, tem gente vendendo marketing digital e todo tipo de dodói que vocês veriam no X ou no Instagram”.
Única diferença é que a gente não tá no X. Além de estarmos literalmente trancados pra fora daquele lugar, tudo tem limite. Mas estamos no Instagram e no Bluesky. ;)
O JUDÃO agora está sob um modelo de assinatura, com planos mensais e anuais (saiba mais aqui). Quem assinar terá acesso a conteúdos exclusivos, podcasts e uma série de outras coisinhas que a gente sequer imaginou ainda, sobre os mais diversos assuntos, mas sempre sob o viés da cultura pop, que acreditamos que pode sim mostrar que o mundo pode ser um lugar diverso, igualitário e, em resumo, melhor e democrático -- sem nunca perder a ternura e o bom humor.
Por mais que a gente sinta e veja o desmoronamento do que fazemos há tantos anos, acreditamos que esse modelo vai nos permitir escrever textos de opinião, blogs, críticas, reportagens, produzir podcasts e outros conteúdos com absoluta liberdade, além de toda a experiência de mais de 40 anos somados de criação de conteúdo e jornalismo online.
Você nos ajuda a produzir o conteúdo, mas também ajuda a fazer com que mais gente leia. E se você viveu os últimos quase 30 anos com a gente, sabe exatamente o que isso significa... ;)
Caso você não consiga, ainda, assinar o JUDÃO, saiba que alguns conteúdos serão abertos, como resenhas e outros eventualmente. Mas a gente também conta com um período de 7 dias grátis,1 conteúdo grátis de presente pra todos os assinante e, claro, todo o conteúdo do site antigo disponível pra quem quiser ler, ver e ouvir lá no JUDAO.com.br.
Não só somos absolutamente contra a escala 6x1, como somos totalmente a favor da escala 4x3. Por isso os conteúdos do JUDÃO serão publicados e enviados para o seu e-mail às Terças, Quartas, Quintas e Sextas -- a não ser, é claro, que uma Disney da vida resolva comprar uma Marvel. E ainda assim... 👀
Às Terças, teremos conteúdos abertos, como o Old but Gold, uma área em que traremos conteúdos antigos do JUDAO.com.br que se encaixem e ajudem a contar o momento do mundo que estamos hoje.
Às Quartas teremos podcast. Calma, ainda vai demorar um pouco e não será o ASTERISCO. Mas teremos podcast. E ele será publicado às quartas para os assinantes pagos e, posteriormente, aberto para todos.
Quintas são os dias das resenhas e críticas e reviews, como quiser chamar. Escreveremos sobre tudo o que a gente ver, ler, ouvir e jogar. Esse conteúdo será aberto a todos! :)
Finalizando a semana, às Sextas chegam opiniões, matérias, análises, entrevistas e o resumo das notícias da semana, tudo feito daquele jeitinho que você conhece e aprendeu a amar.
Importante ressaltar que, depois de algum tempo, os conteúdos abertos serão fechados apenas para os assinantes pagos. Assim, quem escolher apoiar o nosso trabalho, terá acesso a todo o nosso arquivo, pelo tempo que quiser. Assine!
Os primeiros 20 anos
Parece loucura, mas houve um momento da história que o Google não existia, os portais eram um simples “imagemap”, música online a gente só ouvia no formato MIDI, revistas como Internet World e cadernos como a Ilustrada, da Folha de S. Paulo, eram realmente os melhores -- QUIÇÁ únicos -- lugares pra se encontrar algum tipo de curadoria de conteúdo online, se por acaso você não se enfiasse nos submundos de Telnet, Usenet e uma série de nets que eram tratados na época da mesma maneira que hoje se trata a Deepweb.
Foi nesse contexto que, em Agosto de 2000, entrou no ar o CuDoJudas.com, site criado pelo Borbs e que funcionava essencialmente como um repositório de coisas vistas pela internet, com alguns textos (que eram atualizados semanalmente) e, o que marcou toda a história dessa brincadeira, uma interação gigantesca com os leitores primeiro num guestbook, depois num fórum e até encontros mensais.
Naquele início de século XXI, o sucesso do site foi tão grande que, apesar de sempre escrever que a ideia era “dominar o mundo”, acabou saindo de controle. Com uma necessidade de diminuir o consumo de banda do nosso provedor, veio a primeira grande mudança da história do site: sai o repositório de ~coisas da internet, chega o repositório de textos -- opiniões, notícias e o que definiria a história do site pra sempre, resenhas de filmes e séries.
Depois da cara que a recepcionista do prédio onde ficava o escritório da Warner Bros., em São Paulo, fez ao ouvir “CuDoJudas.com“ como resposta para “qual empresa?” que aquele cara de bermuda representava, não tinha mais jeito: o nome do site precisaria ser alterado e, em Janeiro de 2004, nasce o JUDÃO.
O que eram apenas textos engraçadinhos sobre cultura pop passaram a ganhar um pouco mais de camadas e profundidade. O site, considerado por muitos uma “besteira de adolescente”, começou a mostrar credibilidade -- estávamos, por exemplo, ao lado dos grandes que em 2007 fizeram suas primeiras coberturas in loco da San Diego Comic-Con, pra desespero da história de pioneirismo de uns e outros.
Em 2009, JUDAO.com.br passou a fazer parte do Portal MTV -- o que mudou pra sempre a nossa vida, tanto no profissional quanto no pessoal (OLOCO BICHO!). Nossas belíssimas faces foram exibidas na TV, o Borbs chegou a ser VJ da MTV, começaram a surgir os convites para entrevistas internacionais e, bem... o resto é história.
Depois de algumas decisões editoriais extremamente conscientes e das quais não nos arrependemos nem por um segundo, o JUDAO.com.br deixou de ser sustentável em uma série de maneiras, parando de ser atualizado em Agosto de 2020 -- o mesmo dia em que começaram os pedidos de retorno... e olha no que deu. ;)
Quem faz o JUDÃO
Thiago Borbolla, o Borbs, é jornalista de coração e está há mais de 30 anos online. Nesse meio tempo, enquanto ouvia os barulhos do seu Zoltrix 14.400, MIDI, MP3 e serviços de streaming, fundou o JUDAO.com.br, onde também foi editor-chefe por 20 anos. Na MTV Brasil, apresentou o Fiz na MTV, o Podcast de Cinema MTV e foi repórter de divesos programas, como Notícias MTV e Debate MTV. Fez uma viagem de volta ao mundo em 40 dias, entrevistou celebridades e, de acordo com Samuel L. Jackson, é um “really cool motherfucker”. Tem uma visão talvez um pouco crítica demais das coisas, que faz questão de levar nos seus textos, roteiros e outros conteúdos que produz, especialmente os sobre cinema e os que se misturam de algum jeito com a vida real.
André Mello, também conhecido como Oda, sempre teve paixão por escrever e, por isso, começou a publicar online loucuras que surgiam na sua mente lá por meados de 2006. No ano seguinte, por um acaso do destino e uma postagem no antigo Orkut do JUDÃO, acabou mandando um e-mail que levou a sua participação no site. Ali, aprendeu a brincar dessa coisa de internet e, contrariando a sociedade e o bom senso, acabou se profissionalizando nisso, escrevendo sobre tecnologia e games para publicações online como Tecmundo, TechTudo, Canaltech e Baixaki (você lembra do Baixaki? Pois é). Anos se passaram, continuou criando conteúdo para o PuroPop e, uma faculdade de marketing e uma passagem por fintechs e agências depois, está de volta ao lado do Borbs e do Mó para escrever sobre cultura pop, a vida e um tantinho assim 🤏 de falcatrua.
Leonardo Alcalde, o Morph, é paulistano de nascimento, caipira de criação e formado em arquitetura e urbanismo. Teve seu caráter moldado em ambiente de bar — não bebendo, mas trabalhando no negócio da família. A bebedeira veio só em ambiente de estudo, porque esse é um dos mais importantes pilares da formação acadêmica. Num belo dia de 2005 resolveu escrever bobagem no fórum do saudoso JUDAO.com.br e assim permaneceu por vários anos. Nos últimos tempos vinha se dedicando ao seu escritório, o Minimal Arquitetura. Por algum tempo manteve uma webcomic em homenagem à sua falecida doguinha, a Dercy Comics, mas acabou abandonou esta atividade também. Agora, com seu retorno repentino à produção de conteúdo para a internet, muitos se perguntam se o arquiteto, webcartunista e escritor Leonardo é polivalente ou se, tal qual o o pato que anda, voa e nada todo torto, apenas não faz nada direito.
Quem mais faz o JUDÃO
Renan Martins Frade, ou simplesmente Ren4n, é jornalista de profissão, vocação e teimosia — e trabalha com internet tempo suficiente pra lembrar quando “conteúdo” ainda era só texto num CMS que quebrava toda semana. Escreve sobre entretenimento, mídia e a indústria por trás das histórias há quase 20 anos. Foi editor do JUDAO.com.br por mais de uma década e co-criou o Filmelier, plataforma que nasceu para ajudar pessoas a decidir o que assistir no meio do caos dos streamings. No caminho, também trabalhou com startups, streamings e big techs, sempre naquele lugar meio híbrido entre editorial, estratégia e produto. Hoje é colunista do UOL, onde escreve sobre os negócios do entretenimento, e volta ao JUDÃO para olhar pra cultura pop sem separar muito do mundo real (porque quase nunca dá pra separar mesmo), tentando entender por que algumas histórias duram, outras somem e o que isso diz sobre sobre a gente.
Fale com o JUDÃO
A únicas redes sociais em que o JUDÃO mantém presença ativa, apesar de algumas contas criadas em outras, é no Instagram e no Bluesky. Você pode não só seguir a gente, como também mandar um Oi? CuDoJudasSSsSssS? (as DMs estão abertas!). Se preferir mandar um email, pode também! contato@judao.com.br ou respondendo às nossas newsletters. :)



